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09/07/2018    

Defensora pública tem prática premiada no Rio de Janeiro

Defensora pública tem prática premiada no Rio de Janeiro

A defensora pública Mônica Aragão, juntamente com a assistente social Sheyla Paranaguá, teve prática premiada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro no seminário "Qualidade e eficiência no atendimento na Defensoria Pública: experiências e desafios", cuja realização tem os apoios da Anadep e do Condege.

O evento tem por objetivo contribuir para a produção de conhecimento, aprendizagem institucional e troca de experiências acerca de projetos relacionados à qualidade e eficiência no do atendimento ao público, debatendo seus limites e possibilidades de replicação.

A prática, viabilizada pela defensora pública em parceria com a servidora por meio do "Projeto Socorrer - Entrelaçando saberes na prestação de atendimento às pessoas adultas e idosas incapazes institucionalizadas no município de Salvador", foi premiada na categoria "Atendimento com foco em atuação extrajudicial" e apresentada para defensores públicos do país no último dia 28 de junho.

Mônica Aragão explica que receber a premiação por uma das defensorias públicas mais ativas do país, como é a do Rio de Janeiro, é um reconhecimento pelo trabalho feito pela Defensoria baiana. Para ela, a grande importância do Projeto Socorrer é dar voz e visibilidade ao público-alvo atendido pela iniciativa.

"Estamos dando visibilidade às pessoas que estão nestes abrigos, que estão em instituições de longa permanência ou em organizações sem fins lucrativos e que são postas lá e lá ficam, muitas vezes sem seu querer", disse ao destacar que a Curadoria entra justamente quando as pessoas têm algum tipo de deficiência ou incapacidade, não podem atuar plenamente, precisam de um representante legal e, às vezes, o querer do representante é em desacordo com o querer dela mesma.

"Semelhante como o "Acolher" atua para crianças e adolescentes,pensei no ‘Socorrer’ para atuar com pessoas adultas e idosas que estejam em conflito com seu representante legal, que o querer dela não se coaduna com o do seu representante legal", acrescentou a defensora pública.

Dentre os objetivos do Socorrer estão: diagnóstico de situações-problemas conforme ações de interdição e curatela; intermediação e consecução das demandas sociojurídicas tanto das instituições quanto das residentes; realizar oficina de educação em direitos e grupos focais, in loco.

As instituições alvo do Socorrer são de acolhimento público ou sem fins lucrativos cujo público-alvo são pessoas adultas e idosas sem representação legal, curateladas ou em processo de curatela. Estão concentradas no Distrito Sanitário de Itapagipe, com residentes majoritariamente do sexo feminino.

 

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