Defensor em Destaque

17/08/2019    

Defensor lança álbum musical

Defensor lança álbum musical

Ex-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado da Bahia (ADEP-BA), João Carlos Gavazza Martins é o defensor destaque do mês, não apenas pela atuação na área de proteção à pessoa idosa, mas também pelo trabalho que realiza na esfera cultural. No próximo 23 de agosto, às 21h, acontece o show de lançamento do álbum “Prelúdio”, composto por 12 músicas de autoria do defensor público. 

Para João Gavazza, a atividade artística e atuação defensorial se misturam e se complementam.  “Eu tenho muita sorte em dizer que faço parte de uma instituição que possui destaque na produção cultural. São trabalhos relacionados ao cinema, teatro, exposição... por mais que tenha uma vertente técnica, é produção de cultura. No dia a dia, também lido com uma realidade muito sofrida e quando permito isso me aguça demais sensorialmente. Temos que estar abertos a ouvir o outro, a sentir o que o outro coloca. A atuação técnica também melhora quando tudo isso entra no processo hermenêutico”, declarou. 

A percepção e a sensibilidade necessárias para a avaliação dos casos, segundo Gavazza, são amadurecidas graças a veia artística. “Na minha ótica, isso me amplia. Eu me emociono com algumas histórias. Às vezes, elas ficam marcadas em mim durante algum tempo e reflito muito sobre esses fatos e acontecimentos. Eu, que atuo na área protetiva da pessoa idosa e vejo situações bem delicadas, muitas relacionadas a negligências, abandono e outras formas de violências, tento conjecturar a narrativa daquela pessoa à minha frente, tentando defini-la em comportamento e ações, no decorrer de sua vida até aquele exato momento do atendimento”, relata

Relação com a música
Se engana quem pensa que a relação do defensor público com a cultura é recente. Desde muito novo, embora na família não tenha nenhum músico profissional, Gavazza sempre manteve contato com a música. “Isso fez com que eu sempre tivesse atenção com tudo o que envolve a produção cultural. De certa forma, curto quase tudo que desperta a minha sensibilidade”, conta.

Com menos de 10 anos, os discos vinis do pai influenciaram no eclético gosto musical. “Eram dos mais diversos. De Roberto Carlos a Jimmy Cliff, sempre manuseando longe do controle da minha avó, responsável pela guarda e fiscalização (risos). Minha mãe já era aquela coisa da rádio mesmo. Ela ouvia muito. Algo que é muito claro pra mim. Na minha ida e volta para o colégio, ela ia todo o caminho ouvindo. Eu sabia a programação toda das rádios e a sequência das músicas que iam tocar”, lembra.

Na adolescência, Gavazza passou a ir a muitos shows, ouvindo e pesquisando bandas. Os MP3, através do computador, também ajudaram no fortalecimento da veia artística. “Toda a forma que tinha de acesso para consumir música eu aproveitava. Ia atrás daquilo que gostava. Mais tarde, passei a sentir uma necessidade maior. Senti vontade de compor e aprender instrumentos musicais. Hoje toco um pouco de violão e guitarra”, diz. 

Em contato com artistas, Gavazza conheceu músicos profissionais que começaram a lapidar o jovem artista. Esse “norte” dado pelos gurus musicais desencadeou no álbum Prelúdio. “Na maior parte tem uma vertente bem romântica, com uma influência do rock e do pop. “É algo que senti muita felicidade, satisfação e alegria em estar fazendo. Antes, eu produzia, mas [o material] ficava muito reservado para os amigos mais próximos. Agora é algo que está nas plataformas digitais e qualquer pessoa pode ter acesso. Isso vem me rendendo uma série de alegrias. É algo que toca a gente quando pessoas te procuram pra dizer que gostaram  do resultado. Tento dar um pouco de foco na produção, cheguei a fazer um clipe de uma das canções do álbum. Tudo isso é uma satisfação pessoal e me traz muita diversão. Um registro histórico para que amigos, familiares e pessoas queridas possam compartilhar comigo, hoje ou mais a frente, um pouco da minha trajetória”, finalizou João Gavazza.

Fonte: Ascom/ADEP-BA

Central do Associado

Associe-se

Clique Aqui